Tratamentos coadjuvantes para perder peso por Redação


Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Por Felippo Pedrinola, endocrinologista

 

A maioria das pessoas que procura atendimento médico para emagrecer quer, consciente ou inconscientemente, “ser emagrecido” em vez de emagrecer. Buscam algum remédio milagroso ou deita de moda que acabem com o excesso de peso com pouco ou nenhum esforço individual. Quem adota esse comportamento normalmente tem resultados desanimadores ou apenas temporários. O que funciona mesmo é quando paciente e equipe médica atuam como parceiras e o primeiro pulo para o “banco do motorista” para conduzir seu tratamento.

Para obter sucesso no processo de emagrecimento não basta “querer”, mas sim “decidir” perder peso de modo a estar disposto a uma real mudança comportamental. O alimento traz consigo grande carga emocional e cada vez mais a medicina comprova que corpo e mente fazem parte de um mesmo sistema no qual as emoções funcionam como sinalizador.

 

A situação do estresse, tão comum nos dias de hoje, acomete, em maior ou menor grau, boa parte da população e pode trazer sérias conseqüências ao organismo.O estresse contínuo pode levar á produção excessiva de alguns hormônios produzidos pelas glândulas suprarenais  principalmente a adrenalina e o cortisol.


Este último, além de levar a alterações de humor e baixa da imunidade, favorece o surgimento de uma situação metabólica conhecida como resistência a insulina. Quando isso ocorre, existe uma maior tendência de acúmulo de gordura principalmente na região abdominal e dificulta a perda de peso mesmo quando as pessoas comem pouco. O que fazer então? Técnicas que ajudam a administrar o estresse podem ser úteis como coadjuvantes no emagrecimento e um bom exemplo disso é a acupuntura.

Essa terapia milenar chinesa, hoje reconhecida como especialidade médica, trabalha com os princípios dos pontos de energia espalhados pelo corpo, também conhecidos como meridianos ou canais de energia. Os avanços da medicina já permitem avaliar os efeitos da Acupuntura através de eletroencefalografia e ressonância magnética.

Outra técnica é a meditação que, até pouco tempo, era encarada pela maioria dos médicos como mero paliativo e hoje existem várias publicações e revistas médicas renomadas provando que essa técnica é capaz de modificar o ritmo de secreção hormonal e atuar no sistema nervoso autônomo.


E os exercícios físicos? São absolutamente fundamentais, não só para auxiliar no emagrecimento como também na manutenção da perda do peso perdido. E quem não gosta? Experimente algo diferente como yoga ou Pilates. Ambos trabalham força muscular, flexibilidade e respiração.

Existem remédios naturais que ajudam e emagrecer? A fitoterapia é uma ciência que deve ser encarada com respeito e seriedade. Existem fitoterápicos ricos em fibras que auxiliam no bom funcionamento intestinal e podem trazer sensação de saciedade gástrica. Além deles, existem plantas capazes de diminuir a ansiedade e auxiliar no tratamento de estados depressivos leves, como a Passiflora, a Valeriana, a Melissa, o Hipérico e a Kava-kava. Muito tem se falado também sobre uma planta conhecida como “Hoodia Gordonii” encontrada no deserto do Kalahari, na África do Sul, que seria capaz de diminuir o apetite por conter uma substância que seria semelhante à glicose e, portanto, “enganaria” o cérebro sinalizando saciedade.

Como vimos, emagrecer não se trata apenas de seguir uma dieta e tomar remédios, mas sim buscar um equilíbrio entre corpo e mente para obter um bom controle das emoções e atingir um bem-estar maior.

 

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