Gordura, vilã ou mocinha? por Camila Tavares


Terça-feira, 03 de Março de 2009

O consumo de gordura é sempre polêmico. Estudos sobre nutrição relacionam seu alto consumo à obesidade e doenças do coração, principalmente. Mas há quem diga que uma dieta pobre em gorduras e balanceada não é garantia de vida saudável e longa. Ainda que as pesquisas que apontam os hábitos saudáveis como responsáveis pelo bom funcionamento do organismo serem mais sólidas e divulgadas, o tema ainda gera dúvidas.

 

“A gente precisa consumir gordura porque parte do organismo é comporto por elas. Elas garantem energia, são meio de transporte para vitaminas, como a A, D, E e K, formam a estrutura das células e são precursoras de muitos hormônios”, diz o cardiologista Raul Santos, do Instituto do Coração, de São Paulo.

O problema em relação às gorduras está nos tipos, origens e, como em tudo relacionado à nutrição, à quantidade. Cerca de 25 a 30% do consumo diário de um adulto saudável deve ser em gordura, divididas em 15% para as mono, 10% para as poli e máximo de 7% para as saturadas e trans. Quem ultrapassa esses limites coloca em risco a dosagem de colesterol no organismo e pode desencadear problemas cardíacos.

As gorduras perigosas podem ser saturadas, que aumentam o LDL, colesterol ruim no sangue e que entope as artérias, trans, as famosas hidrogenadas usadas em fast foods e margarinas, que além de aumentar o LDL, diminui o HDL, considerado o bom colesterol, e as saturadas, que elevam, o colesterol. As saturadas têm origem animal.

 

Na ala das gorduras “do bem”, as de origem vegetal, insaturadas. Existem as mono-insaturadas, presentes no azeite e óleo de canola, que reduzem o colesterol ruim e aumentam o bom, e as polinsaturadas, presentes nos óleos vegetais, como de soja e milho, que reduzem o LDL. “Mas não adianta consumir a trans e compensar com as mono. Deve haver substituição”, diz o cardiologista.

 

 


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