Paulo Borges promete a maior edição do SPFW por Redação


Segunda-feira, 08 de Junho de 2009



Paulo Borges, que agora está a todo vapor no Fashion Rio, não descuida do seu evento principal, o SPFW, por nenhum motivo. É que a assessoria do evento divulgou nesta segunda uma entrevista com perguntas e respostas que todo jornalista faria sobre a 21ª edição do evento, que vai homenagear Bethy Lagardére, e vai dos dias 15 a 22 de junho, sendo os desfiles a partir de 17.

 

Confira a entrevista com Paulo Borges:

 

1) O que esta edição traz de novidades?

R.: Esta será a maior edição da nossa história. É a primeira vez que a semana de moda começa sem desfiles. Os dois primeiros dias têm uma programação diferente, muito ligadas à moda. No dia 15, haverá uma aula magna com Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa de Costura, e depois o lançamento de seu livro, “História da Moda”, uma obra de referência em todo mundo. No dia 16, haverá a entrevista coletiva, e à noite uma festa que é uma homenagem e uma celebração à Bethy Lagardère, esta franco brasileira que vive moda, que personifica a moda e este Ano da França no Brasil, do qual o SPFW faz parte do calendário oficial. Esta festa será para 400 pessoas, no 9º andar do Shopping Iguatemi, e além da homenagem, será lançado o documentário “Bonjour Madame”, mostrando a vida de Bethy em Paris e com depoimentos de Gaultier, Alaya e outras personalidades da moda.


2) Por que Bethy Lagardére?

R.: Ela é uma pessoa que viveu e vive a moda como ninguém. Tem uma coleção de alta costura sem igual, traz uma história fantástica. Brasileira, morou na França e sintetiza mais do que ninguém a admiração de um país pelo outro. Em suas festas e recepções, mistura pão de queijo, caviar, guaraná e champanhe, de uma forma única e elegante. Conviveu e convive com os maiores criadores de nosso tempo. É um ícone no Brasil e na França. Precisa dizer mais? E só ver a exposição que acontece na Bienal durante o SPFW e que depois ficará 15 dias no Iguatemi em São Paulo, e assistir ao documentário que será exibido exclusivamente no GNT para todo o Brasil.

 

3) Como é a exposição?

R.: Ela estará no terceiro andar da Bienal. São as peças de alta costura dela, com criações de Yves Saint Laurent, Karl Lagerfeld (para Chanel e para sua marca própria), Jean Paul Gaultier, Givenchi, Dior, Pierre Cardin, Balenciaga e muitos outros. O documentário, com 25 minutos de duração, será passado em telas de plasma, ininterruptamente, além de ser exibido no GNT.

 

4) Fale mais do evento.

R.: Esta edição traz também a maior mudança arquitetônica desde que o SPFW está no prédio da Bienal. Os espaços estarão ocupados de maneira diferente, desde a sala de produção até os lounges, o  Bar das Águas, até em termos das outras exposições que vão acontecer. Até os materiais são diferentes. Daniela Thomas e Felipe Tassara se basearam em tradições francesas. Há espelhos, veludos, muitas imagens, sempre com o olhar brasileiro.

 

5) Quais são as outras exposições?
R.: Teremos a exposição da Federação Francesa de Alta Costura, com criações de oito estilistas da nova geração de criadores- e dela faz parte um brasileiro, Gustavo Lins. Ela estará bem na entrada da Bienal, com um formato circular e poderá ser vista por pessoas que não irão assistir os desfiles. No segundo andar haverá a exposição da estilista francesa Sakina M’as, que estabelece uma relação entre associações de mulheres na França e no Brasil a partir da customização de peças criadas por ela. Esse trabalho servirá de inspiração para a coleção que ela apresentará no Carrousel du Louvre  ainda neste anos e em uma exposição em 2010. Ela faz um trabalho de vanguarda e deve fazer uma performance durante o SPFW.


6) Filmes, festa,  livro, revistas, exposições, performances. E a moda?

R.: Tudo Isso é moda. Todo este trabalho, tirando a festa,  é coordenado pelo In-Mod, dentro de um processo onde o SPFW é uma plataforma de convergência de várias manifestações que convergem para a moda. E todas estas performances, exposições, livro, filme reforçam a importância da moda hoje.

 

7) Haverá, a exemplo da edição passada, a loja pop up?

R.: Sim, foi um sucesso na última edição. A loja  terá um espaço maior, com a presença de um corredor da Colette - que inclusive criou uma camiseta especial para o SPFW.

 

8) E a crise?

R.: Esta edição é a que tem o maior investimento desde o início do SPFW. Não cabe a mim falar sobre a crise. O fato é que o Brasil está diferente da grande maioria dos países do mundo, em uma situação melhor.


9) Em janeiro, a chuva de bolas foi a surpresa do final do SPFW. O que acontecerá agora?

R.: Mais uma surpresa.


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