Fashion Business aumenta vendas em 4% por Redação


Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

A 14ª edição do Fashion Business, que apresentou a coleção primavera/verão 2009-2010 de 7 a 10 de junho, no Píer Mauá, registrou um volume de vendas para o mercado interno 4% superior à edição de junho de 2008, passando de R$443 milhões para R$461 milhões. O público qualificado chegou a 12.500 pessoas, 10% a mais que em junho de 2008.

O desempenho das exportações foi ainda mais surpreendente: 29% maior, passando dos US$ 16 milhões em junho de 2008 para US$ 21 milhões nesta edição. Consolidada como a maior e mais expressiva bolsa de negócios da moda das Américas, o Fashion Business ocupou, nesta edição, 14 mil metros quadrados, reunindo quase 200 expositores de 12 estados brasileiros, além do Distrito Federal. A maior representação, depois do Rio de Janeiro, com 51 grifes, foi a moda mineira, com 17, seguida de São Paulo, com sete. Cerca de 20 marcas fizeram seu début, a maioria após anos de espera; novidades que também renovaram o interesse dos compradores, como Regina Weckerle, da Paradoxus, de Salvador, e Lucimar Augusto, de Manaus.

A pioneira Mara Mac conquistou seis novas praças, com destaque para o interior de São Paulo. A Cavendish renovou a clientela e incorporou duas lojistas de Manaus e Belém à carteira, além de uma compradora da Argentina. A Espaço Fashion ampliou a clientela para o Nordeste, Espírito Santo, Rio de Janeiro e o interior de São Paulo. Nas exportações, destaque para compradores da Turquia, Argentina e Portugal. A cearense Cholet teve aumento de 50% nas peças vendidas para o mercado interno e ampliou 20% sua carteira de clientes, conquistando lojistas de Minas Gerais, interior do Rio de Janeiro, Centro Oeste e Nordeste. O sucesso da Datz Kat, em sua sexta edição na bolsa de negócios, foi tanto que os sócios montaram uma parceria na exportação. Ricardo Piquet comemorou ainda novas frentes no Nordeste, Espírito Santo e interior de São Paulo.

Petrópolis foi o pólo de moda do Estado do Rio de Janeiro que mais vendeu. Além do mercado interno, com renovação de 80% na carteira das nove marcas presentes, destaque para um comprador da Inglaterra. Mais uma vez, o Pólo de Moda Sul Fluminense termina o evento bem melhor do que entrou. Suas 10 marcas somaram um crescimento de 30% em relação à edição de janeiro. Ótimo resultado teve a Amparo Brasil, cooperativa de artesãs, mulheres simples do distrito de Amparo (Barra Mansa), que produzem originais bolsas de retalhos. O bom desempenho foi turbinado pela parceria com a grife Gisele Barbosa (de Niterói-RJ), que desenvolveu uma coleção de lona e patchwork. Na ala dos novos criadores, Gisele Barbosa conquistou novas praças no Brasil, clientes da Costa Rica e renovou suas vendas para o Japão, segundo Felipe Barros, sócio da grife. Outra que se destacou foi a Maria-Fia, que vendeu 300% a mais em relação a junho de 2008.

Pela terceira vez na bolsa de negócios, o pólo de confecções do Rio Grande do Norte participou com cinco empresas, dentro do projeto Natal Pensando Moda. A estreante Estrela Viva, da empresária Soraya Simone te, vendeu 3,5 mil peças para os mercados de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, além de negociar com um comprador americano. A S. Design, de Sheila Morais, vendeu já no primeiro dia 80% do que comercializou em janeiro. Sheila calcula em 200% o aumento no faturamento.

O Fashion Business é uma realização da Escala Eventos e promoção do Sistema Firjan - Senai Moda, com patrocínio do Sebrae, Sesi-RJ, INPI, BNDES, CNI e Al Invest. Conta ainda com apoio do Programa Tex-Brasil, uma parceria da ABIT com a ApexBrasil.


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