Delírios de consumo? Em tempos de crise é melhor segurar o cartão por Camila Tavares


Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Já aconteceu com você de deixar o salário em uma liquidação e ainda se sentir na vantagem? Aquela sensação de estar lucrando quando, na verdade, está gastando. É bem comum, não é? E também já comprou uns mimos só para ficar mais alegre? Ah, isso parece ainda mais familiar! Pois este consumismo tipicamente feminino (opa, mas não excluímos os homens) virou história no livro Delírios de consumo de Becky Bloom, que agora vai estrear no cinema por causa do imenso sucesso nas prateleiras.

Por trás do figurino assinado por Patricia Field, Rebecca Bloomwood, interpretada por Isla Fisher, gasta o que tem e um pouco mais pelas lojas de Nova York. A história dela é parecida com o de muitas mulheres e por isso chamou tanta atenção. O filme, que estreia em abril, já pode nos fazer pensar.... ainda mais em tempos de crise e com salários em risco. É hora de evitar o consumismo!

“O consumismo é um prazer momentâneo que tende mais às mulheres, pois existe uma competição de mulher com mulher para ver quem fica mais bonita e poderosa. Por isso, elas gastam com produtos de beleza, moda, estética e como forma de atrair o sexo oposto. É uma conquista de território que acontece no campo profissional, feminino, emocional e pessoal”, diz a psicoterapeuta Maura de Albanesi.

Os presentinhos se transformam em carícias para o ego, que trazem um prazer extremamente momentâneo. É por ser uma sensação tão efêmera, que consumimos cada vez mais até a conta bancária dizer chega!

“Até um determinado ponto esse ato (de compras) é saudável, pois como é um prazer momentâneo, ele alivia a carência que as mulheres estão sentindo naquele momento. Porém, isso não pode se transformar em um consumo exagerado. O momento em que o consumismo se torna um hábito, isto é, quando as mulheres não conseguem se valorizar e sentir que são amadas de outra forma, a não ser por meio do consumo, isso se torna um vício e existe aí um grande problema, porque chega a ser irracional”, explica.

E para brecar a fúria pelo consumo, tem que praticar o exercício de pensar, de racionalizar o desejo de compra. “Antes de sair de casa, abra seu armário e veja exatamente o que você precisa, anote e saia em busca apenas no essencial”, diz Maura.

Perguntas como: “Estou precisando? e Vale a pena?” são básicas para superar este momento.


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