Gênio que nada. É preciso dedicação por Cristiana Arcangeli


Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

O editorial de hoje foi inspirado em um belíssimo texto publicado por David Brooks no New York Times
do dia 3 de maio de 2009. O jornalista discutia tendência das pessoas em acreditarem em eras românticas e que o gênio é o produto de uma centelha divina. Por isso, pessoas como Dante, Mozart
e Einstein teriam um acesso sobrenatural à verdade transcendental.

David Brooks diz que a pesquisa moderna desmonta este pensamento mágico e garante que as habilidades precoces de Mozart surgiram da mesma maneira que o talento esportivo de Tiger Woods.
Ou seja, ambos começaram muito cedo a praticar suas aptidões  -- e sempre com afinco e muita dedicação. Já na adolescência, Mozart tinha mais de 10 mil horas de prática. Resumindo, a reportagem diz que estudos recentes provam que não é uma centelha divina e nem o tal do QI elevado que faz o gênio, mas as horas praticando rigorosamente os seus talentos.

Estes estudos foram publicados em dois livros ainda não lançados no Brasil : "The Talent Code", ou seja, "O Código do Talento", de Daniel Coyle, e "Talent is Overrated" ("A Importância Atribuída ao Talento é Exagerada"), de Geoff Colvin.


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