Cabelos: das rainhas às divas do cinema por Redação


Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

A relação das mulheres com os cabelos é de amor e cuidado. Eles ajudam a firmar a personalidade e estilo e ainda dão uma força na aparência ao dar moldura para o rosto e serem armas poderosas para o jogo da sedução. Nessa relação, já aconteceu cada coisa!

Até 1900, os cabelos frisados eram a última moda e exigiam que as mulheres os queimassem com ferro quente. Depois disso veio a moda “Pompadour”, com cabelos volumosos e coques frouxos sempre enfeitados. O permanente dava uma forcinha para conseguir o visual e foi desenvolvido pelo alemão Karl Nessler e exigia doze horas de salão de beleza para fazer efeito.

Logo depois, a Primeira Guerra Mundial exigiu simplificação. Já na década de 20, as mulheres abriram mão de tanto trabalho e artificialismo. Os fios passaram a ser naturais e os curtos ganharam adeptas, no melhor estilo “la garçonne” ou Eton Crop. Eles também eram presos com toucas enfeitadas com penas.

No início da década de 30, Greta Garbo e seus fios lisos e retos ou as ondas platinadas de Marlene Dietrich eram moda. A americana Wallis Simpson, casada com Eduardo VIII, mostrava fios presos impecavelmente.

Os longos voltaram com força na altura dos ombros e as ondas caíam largas. Nesta época, as tinturas de cabelo ficaram mais populares e se espalhou a onda loira de Marlene Dietrich que todas as mulheres queriam copiar.

O estilo loira fatal se manteve na década de 40 e Verônica Lake foi a bola da vez com Lauren Bacall, que tinha o mesmo cabelo em versão classuda. Rita Hayworth era a versão ruiva, mas não menos desejada. Os anos 40 trouxeram o turbante para o guarda-roupa, tendência de praticidade que foi reforçada pela Segunda Guerra Mundial. O mundo em crise fez com que as mulheres voltassem aos curtos.

Depois da Guerra, crescimento e luxo. Um novo método de permanente é descoberto e agride menos o cabelo. A mulher começa a ter acesso a facilidades para ficar bonita, como tintas para usar em casa. A cor preferida era a de Marilyn Monroe, depois da célebre frase: os homens preferem as loiras.

Audrey Hepburn era a modelo morena da época e representava as mulheres mais recatadas com seu coque no alto da cabeça e a franjinha aristocrática. A atriz Grace Kelly, que depois virou princesa, também foi copiada com corte estilo gatinho. Numa época rica para Hollywood, Elizabeth Taylor e Juliette Greco também eram referência. A década de 50 trouxe o laquê para a penteadeira e deu uma forcinha para as mulheres.

Fonte: “Que cabelo é esse?”, Mariângela Bordon, editora Editouro.

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